
Moda, uma questão de individualidade.
O desafio de ser diferente dentro do mundo da moda, certamente é um desafio comum de diversas áreas no contexto do novo mundo globalizado. E, no mundo globalizado a palavra de ordem é velocidade. “Toda a cultura mass-midiática tornou-se uma formidável máquina comandada pela lei da renovação acelerada, do sucesso efêmero, da sedução, da diferença marginal”. (LIPOVETSKY, 1989) Na sociedade em que vivemos, a renovação constante do vestuário é uma característica inerente que, se acentua ainda mais diante da economia globalizada e da velocidade das informações proporcionada pelas novas tecnologias. Segundo David Harvey (1996) as características do Capitalismo atual são o “acentuamento da volatilidade e efemeridade de modas, produtos, técnicas de produção, processos de trabalho, idéias e ideologias, valores e práticas estabelecidas”, sistemática bastante semelhante à do mundo da indústria da moda. Cada vez mais, essa indústria se torna especializada na aceleração do tempo por meio da produção e venda de imagens. Ela organiza manias e modas e, assim fazendo, produz a própria efemeridade que sempre foi fundamental para a experiência da modernidade. Com o atual avanço da tecnologia da informação, é muito difícil dizer onde uma moda se originou porque, uma silhueta, um corte, um modelo, pode ter uma série de variações criadas simultaneamente em diferentes lugares e essas informações acabam correndo o mundo num piscar de olhos. Há muitos canais onde é possível se transmitir informações de moda e criar e influenciar o gosto. TV, revistas, Internet disseminam idéias e visuais em ampla escala. Artistas, cantores e pessoas famosas e influentes na mídia, têm seus estilos associados à parte da cultura de grupos que não têm nenhuma ligação com os criadores do estilo. A partir daí, pode-se observar uma linha muito tênue entre a moda e a comunicação. Vestimos o que queremos ser, o queremos comunicar. Usamos máscaras para nos adequar ao meio. Quando se fala de comunicação não se está buscando referências apenas no texto escrito ou falado. Uma das premissas da semiologia é precisamente considerar as imagens criadas pela publicidade, uma vitrine de moda, o design dos objetos ou as formas escolhidas para fazer o corpo se expressar, como textos não-verbais, isto é, como linguagem ou mensagens, passíveis de serem analisadas com o mesmo instrumental aplicado à comunicação verbal. Essa abordagem permite enxergar a moda como uma forma de comunicação. Partindo desde preceito, em tempos atuais de grande fluxo de informação, onde a efemeridade torna-se ainda mais evidente, é primordial focar os esforços para atender à individualidade do ser humano. A moda do novo século tem menos a ver com imitar o que os ricos usam ou copiar modelos das passarelas e muito mais a ver com a influência do dinamismo das mudanças culturais, criando necessidades e desejos no consumidor. Diante de todo esse contexto do mundo atual globalizado, criar moda de uma forma diferente e individualizada, primando pelos detalhes e por agregar valores às roupas de forma a torná-la uma extensão visível da personalidade de quem usa, é a maneira mais inteligente de ver uma marca ou grife ser bem sucedida num mercado onde quase nada mais é criado e sim, copiado.
(Texto para o Módulo "Moda e Comunicação" do MBA em Moda da FBV, orientado pelo professor, Dario Brito)
Categoria: Notícias
Postado por Julia Salgueiro Azevedo.
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Caracterizada de Audrey Hepburn para uma apresentação sobre o filme "Bonequinha de Luxo". É... eu ainda estou viva embora este pobre bloguinho esteja abandonado às traças. É que, realmente eu não me dei conta de que um curso de Estilismo no Senac mais um MBA em moda me consumiriam quase que todo o tempo. Mas eu ainda respiro. Só que, tempo pra outras coisas alheias (incluindo a internet), eu quase que não tenho mais.
Aproveitando pra tirar um pouco da poeira da minha humilde "casinha", vou dar um tempo na história da moda e publicar algumas coisinhas que andei pesquisando, escrevendo, lendo... que eu achei legais de compartilhar. Incluindo também, algumas entrevistas interessantes com profissionais do ramo. Aos poucos, claro, em doses homeopáticas, sempre entre um respirar e outro dessa minha vida de correria. E olhe que ainda faltam alguns meses pro desfile... argh! Medo!
Desfile... tema escolhido, agora partimos pro trabalho de pesquisa. Ando mergulhada num mundo que eu já conhecia um pouco mas, agora, tou desconstruindo a história e a estética do meu sub-tema, pra reconstruir de uma outra forma. Ficou curioso? Mas não posso contar agora não. Só não descobri ainda como vou juntar Jazz, Blues, Naves espaciais, Cowboys e Samurais numa coisa só. Bom... daqui há poucos meses, quando eu descobrir e tiver o resultado final em forma de coleção, mostro pra vcs. Por enquanto, é segredo de Estado!!!
Categoria: Diário
Postado por Julia Salgueiro Azevedo.
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