Valeria Méier

Valeria Méier trabalha atualmente, na Suíça como Make-up Artist para produções publicitárias e dá treinamento para Hostess e Eventos. Até 2001 trabalhava em Salvador na Bahia. Lá trabalhava como Stylist, Make-up Artist para diversas produções e campanhas publicitárias (outdoor, desfiles, spots, etc...), dava aulas para modelos e tinha a sua própria escola de modelos.

"No Brasil trabalhei como Free-lancer para a Bee Produções durante 3 anos. Hoje trabalho para a Streetcasting, pingpongfilms, Tobias Dürring e Jobbox, na Suíça."

Seus trabalhos mais importantes foram para o Governo de Angola (Campanha nacional contra AIDS feita com 13 modelos) e para a FiaPavio (grife com lojas nos shoppings de Salvador), onde fez todas as campanhas de moda de estação durante três anos (total de 6 campanhas).
Na Suíça trabalhou com a Campanha de incentivo a Cultura da cidade de Zurique, para que o público visite as Óperas, e para a Swisscup do grupo de telefonia Swisscom.

"A do governo de Angola foi muito divertida por conta da diversidade de locações e modelos. Eu acredito que cada trabalho que eu tenha feito, tenha ajudado sempre de forma positiva na minha carreira que esta sendo, novamente, construída na Suíça. Eu fiz um trabalho há um mês atrás para uma revista nacional, onde tive que caracterizar duas modelos como figuras populares nacionais e do universo infantil: Heidi (Suíça) e Pipi Langstrumf (Suécia). Imagine, eu, Brasileira, fazendo um trabalho para os Suíços, os quais estes personagens bem melhor conhecem do que eu. Foi um desafio! Tive que pesquisar um pouco e tive receio, mas o resultado foi muito bonito."

Sobre o início da sua carreira, Valéria fala: "Comecei como modelo. Na época fazia faculdade de Contabilidade na UNEB. Tinha acabado de me formar em analista química pela ETFBA, hoje CEFET. Comecei a fazer umas produções para a loja de minha mãe em um shopping Center e lá conheci alguém que tinha um programa local de televisão na BAND BAHIA. Ele me convidou para eu produzir um evento de dança para o seu programa. Depois fundei minha escola de modelos, a qual no começo só teve 3 alunos. Mas insisti! Abandonei a faculdade, a contra-gosto da minha mãe, e entrei de cabeça no mundo da moda. Não sei como aconteceu, mas logo já era Stylist e Make-up para produções publicitárias. Depois de conhecer o pessoal da Bee Produções, surgiram ainda mais trabalhos e contatos. Foi uma época muito gostosa. Em 2001 já tinham 40 alunos em minha escola quando resolvi vir para Suíça. Casei-me e não quis fazer nenhum trabalho fora da minha área. Ate tentei trabalhar com química, mas a os meus conhecimentos estavam ultrapassados. Não tive trabalho por 4 anos na Suíça, apesar de ter aprendido alemão extremamente rápido e falar super bem. Também pelo fato de não querer me submeter a sub-empregos. Foi então que vi um anúncio no jornal na primavera de 2006 (outono no Brasil), onde eles estavam precisando de modelos acima de 30 anos. Me candidatei e recebi o trabalho. Lá fiz contatos e em um mês me convidaram para eu maquiar para uma revista de uma rede de farmácias. Eles adoraram o trabalho e em uma semana, fiz 5 trabalhos diferentes (revista, outdoors, layouts e um filme). Agora estou tendo o apoio de um cineasta e fotógrafo que mora em Los Angeles e na Suíça para a confecção do meu portfólio como Make-up Artist."

Ela ainda diz que o mercado e muito pequeno e bem concorrido e se entra nele, quase sempre, como por acaso mesmo hoje existindo faculdades de moda, que facilitam este acesso e formam profissionais com um maior embasamento. "A formação não é a garantia de que estes profissionais, realmente, vão poder trabalhar com aquilo o que sonham. No começo tudo e muito difícil e os trabalhos são escassos. Conhecendo-se as pessoas certas é que se pode chegar a algum lugar."

O mercado está se profissionalizando. Faculdades, cursos, estilistas e profissionais mais preocupados com qualidade estão surgindo. Salvador tem hoje o Barrafashion, o terceiro maior evento de moda do Brasil. Isso se deve, não só pela presença de profissionais com experiência vindos do Sul, mas também, dos profissionais locais, que têm um trabalho muito bonito. "A concorrência é grande, mas bons profissionais são poucos. Concorrência é sempre um aspecto positivo para o crescimento do mercado e dos próprios profissionais."
Sobre seu trabalho na Suíça, Valéria conta: "O Make up artist é uma peça de extrema importância aqui na Suíça, o que não se percebe no Brasil. Sinto que sou mais valorizada aqui como profissional. Recebo sempre as informações completas sobre um trabalho por e-mail (storyboards, fotos dos modelos, etc). O meu trabalho é sempre muito elogiado por todos e todos pedem a sua opinião dentro de um trabalho, seja sobre o que for. Sinto que estou trabalhando em um time de verdade."

Outros trabalhos podem ser vistos em http://www.valeriameier.com/



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Idade Contemporânea

Idade Contemporânea

* Década de 1980

Os anos de 1980 trouxeram uma verdadeira profusão de influências e contrastes, em que os opostos começaram a conviver em harmonia e ambos sendo aspectos de moda essa característica antagônica foi, como ainda hoje é, marca do século XXI.

A multiplicidade passou a idéia de que não havia mais uma única verdade de moda e sim, várias verdades realidades, diversos vieses, inúmeros caminhos a serem trilhados, criando um leque de possibilidades.

Góticos do The CureO conceito de “tribos de moda”, apropriando-se do termo e a idéia das áreas da antropologia e da sociologia, foi uma característica marcante desse período, uma vez que inúmeros grupos, com identidades próprias, criaram a multiplicidade de opções. O que vale ser evidenciado neste estudo é que cada tribo se mantinha fiel ao seu próprio estilo, sem que houvesse um elo entre uma e outra; dessa forma, o termo “fidelidade ao estilo” tornou-se condição indispensável de pertencimento a um grupo específico.

Com esses referenciais, os punks continuaram com sua ideologia e visuais próprios ainda no começo dos anos de 1980. Surgiram os góticos que no Brasil eram denominados de “darks” (escuro, em inglês), trazendo à moda um aspecto de romantismo associado a aspectos religiosos e à questão existencial.

Issey MiyakeTambém nos anos de 1980, criadores japoneses estabeleceram-se em Paris e influenciaram a moda com suas propostas de intelectualidade pela limpeza visual. Trouxeram à moda a filosofia zen que, nesse setor, assim como na música e na decoração, recebeu o nome de minimalismo. O primeiro dos japoneses que chegou a Paris (ainda no fim dos anos de 1960) foi Kenzo (nascido em 1939) que, na realidade, não foi nada minimalista. Todavia, os que vieram na seqüência, como Rei Kawakubo (nascida em 1943), Issey Miyake (nascida em 1938) e Yoji Yamamoto (nascido em 1943), esses sim trouxeram tal ideologia em suas criações. O slogan desse movimento, apropriado da área do design era “Less is More” (“Menos é mais”). Diziam em suas linguagens de moda o máximo com o mínimo possível nos cortes, nas cores e nos acabamentos em suas roupas. O preto e os então denominados “pretos coloridos” (marrom quase preto, marinho quase preto, cinza chumbo quase preto etc.) foram as cores preferidas pelo aspecto de sobriedade e austeridade de suas propostas. Um visual andrógino também era característica dessa tendência.

O que se pode perceber é que a cor preta nessa época de 1980 foi a grande identidade da moda, tendo sido introduzida pelos punks e absorvida em diversas outras manifestações como os góticos, os minimalistas e outros. Isso sem falar no caráter de que o preto emagrece as pessoas e também pela praticidade de não aparentar sujeira de fuligem, típica dos grandes centros urbanos. Daí o preto ter sido a cor símbolo da década.

Giorgio ArmaniNa mesma década, teve-se também um reflexo na moda vindo do mercado financeiro. Foi a moda nos “yuppies” (Young Urban Professional Persons, ou jovens profissionais urbanos). Esses jovens profissionais que estavam muito bem-posicionados financeiramente falando, tinham uma identidade particular ao se vestirem de maneira correta e “arrumadinha”, todavia, privilegiando o que era chique e sofisticado naquele momento. Roupas de linho ou crepe passaram a ser as preferidas pelos dois sexos, e estar sempre bem-vestido era indispensável, deixando claro em seus visuais uma excessiva preocupação de gastos em roupas e acessórios para refletir a boa condição econômica dos adeptos. O grande nome da moda que foi o ícone dos Yuppies veio da Itália: Giorgio Armani (nascido em 1934), que tornou-se sinônimo de elegância e refinamento principalmente na moda masculina.

Isso tudo também foi reflexo de um posicionamento feminino no mercado laboral, onde os direitos e as posições adquiridas faziam parte de todo um contexto social de trabalho. Daí, numa espécie de reflexo e imposição, uma das características da moda feminina ter sido o grande uso de ombreiras e, obviamente, o uso do tailleur. Verdadeira apropriação da identidade masculina. Eles, por sua vez, para não ficarem para trás, também adotaram os ombros acentuados, posicionando-se frente às mulheres e, cada vez mais, aquilo que fora a moda unissex caminhava para o aspecto de androginia, uma das identidades dos anos de 1980.

Fonte: História da Moda, uma narrativa - João Braga



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Idade Contemporânea

(continuação)

Jean Paul GaultierEm oposição à moda minimalista dos japoneses em Paris os franceses adotaram a proposta da exuberância. No prêt-à-porter, ficou a cargo de Jean-Paul Gaultier, nascido em 1952, com suas inusitadas criações evidenciando a androginia, os aspectos étnicos e sempre ligando a moda ao comportamento jovem propriamente dito. Do outro lado, na alta-costura, a referência foi Christian Lacroix, nascido em 1951, com seus excessos em cores, estampas e volumes. Se os minimalistas priorizavam o “Less is more”, Lacroix, por sua vez, privilegiava o “More is more”, ou seja “Mais é mais’. Flores, listras, xadrezes e poás; rosa choque, laranja, amarelo e vermelho; babados e mais babados tornaram-se a identidade de moda desse francês vindo de Arles, no sul da França, com suas saias longas ou mesmo mini-saias com anáguas para aumentar consideravelmente o seu volume.

Os anos de 1980, como toda época, tiveram também seus avanços tecnológicos e modernidades. Nesse período verdadeiramente novo veio de fato da área têxtil, especialmente com as invenções da microfibra que, de tão fina e resistente que era, dava ao fio certas propriedades que, ao serem elaborados os tecidos, eles tornavam-se “leves como uma pluma e resistentes como ferro”. E, além disso tudo, traduziam em si a característica de não amarrotarem e, ao serem lavados, secarem num tempo muito reduzido comparado com os outros tecidos. Foi uma praticidade necessária às exigências da correria e falta de tempo tão comuns à época e ainda hoje.

Também nesse decênio, além da tecnologia têxtil, é importante lembrar que também foi o início da informatização para o setor da moda. Computadores com programas específicos de modelagem, estamparia e outros recursos passaram a fazer parte do dia-a-dia das confecções, acelerando a produção e dinamização de possibilidades no trabalho de moda.

Com essas inúmeras variações de moda, ainda teve-se uma outra maneira de criar, que foi aquela de inspiração no passado. Não se tratava de cópia ou reprodução da época mas sim, uma inspiração. Esse foi o caráter de releitura na moda, o que além de ter sido muito forte nos anos de 1980, continuou tMadonnaambém nos anos de 1990. Essa busca de características de outros momentos históricos de moda fez com que os brechós se tornassem verdadeiros focos de referência, tanto de pesquisa para criação em série como para o consumo pessoal, uma vez que ali não havia a possibilidade de encontrar peças iguais por serem de segunda mão o que, paradoxalmente à massificação, privilegiava a individualidade.

Dos Estados Unidos, vieram novas propostas, especialmente da moda jovem e de grande consumo. Ídolos musicais foram grandes formadores de opinião da identificação de moda jovem. Prince, Madonna e Michael Jackson deixaram suas contribuições na moda, não só norte-americana, como também na de todo o mundo.

Percebe-se que, nesses conturbados anos de 1980, uma palavra que também regeu a moda foi “individualismo” em alguns sentidos: de forma mais ampla como símbolo de pertencimento a um grupo específico ou também como um modo muito pessoal de vestir-se, criando normalmente uma maneira própria dentro de um estilo, a liberdade de expressão nesse período, paradoxalmente às “tendências” e à fidelidade visual como símbolo de pertencimento a uma tribo específica de moda.

Fonte: História da Moda, uma narrativa - João Braga



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A polêmica das sandálias de dedo

 

Havaianas Top

Ontem uma das matérias do Fantástico fez uma pesquisa e falava a respeito das sandálias de dedo. Elas agora viraram febre entre os chiques que até as distribui como lembrança de casamento ou aniversário. E a questão era se ela realmente pode ser usada em todo lugar e qualquer tipo de ocasião.
O público de casa respondia por telefone e um teste prático tentava ver se um cara bem vestido e de sandálias de dedo conseguiria entrar em boites e restaurantes classe A.

Aí eu pergunto. O que é chique? Qualquer um pode usar em qualquer lugar? E se Caetano Valoso, por exemplo, resolvesse ir a um restaurante ele ia ser barrado por usar sandálias de dedo e estar fora das normas do lugar?

Havaianas surfUma coisa é ser chique, outra é ter noção e outra bem mais complexa é ter estilo. Mas vai muito além disso...

E você? O que acha das sandálias de dedo? Dá pra usar em qualquer lugar?
Responda nos comentários...
Bjuxxx e até a próxima!

Leia mais sobre a matéria do Fantástico no site.



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