A atriz Audrey Hepburn era ainda uma jovem estrela de cinema quando, em 1957, popularizou o sapato de balé da marca Capézio. A transição dos Capézios do palco para a rua tinha acontecido na década anterior.
Uma das principais lições que Audrey Hepburn assimilou de seu estilista favorito, o francês Givenchy, é que a simplicidade é a essência de uma moda atemporal.
As sapatilhas são uma revisão das sapatilhas do balé clássico. A biqueira quadrada é uma adaptação dos sapatos de baile do início do século 19. Reintroduzidas à moda graças ao estilista Marc Jacobs, entra estação, sai estação e elas continuam em alta.
As calças capri têm o comprimento ideal para deixar as sapatilhas em destaque. A sapatilha baixa também faz bela dupla com calças de comprimento mais longo e, metalizadas, avivam qualquer look básico.
Uma boa imagem a ser explorada quando as temperaturas começarem a subir. Sapatilhas com short curtinho. Uma curiosidade: as "zapatillas" dos toureiros espanhóis têm laços ao estilo das "bailarinas".
A queda do muro de Berlim, em 1989, representou para a moda o fim de determinadas barreiras e preconceitos no vestir e o aparecimento de uma grande liberdade de se expressar visualmente: é o conceito que vai definir a moda na década de 1990.
O conceito de “tribos urbanas”, forte no anos de 1980, teve sua seqüência no início dos anos de 1990. A moda grunge, de influência vinda de Seattle (EUA), marcou o modo de vestir dos jovens que aderiram ao estilo descontraído de peças sobrepostas, roupas oversized (acima do tamanho) e a cultuada camisa de flanela xadrez amarrada à cintura.
Também entraram em evidência clubbers, drag queens, cybers, ravers entre outros grupos e a ordem foi a moda jovem, ousada e irreverente. Todavia, essa dinâmica de fidelidade ao estilo das tribos de moda ganhou agora uma nova dimensão de influência de umas às outras, a ponto das mesmas se misturarem e não haver mais a característica de ser fiel a uma única identidade visual e ideológica. Contudo, foi com o conceito de “supermercado de estilos” que a moda dos anos de 1990 passou a ter sua própria identidade quando mesclou informações e influências de diversas fontes.
Nos anos de 1970, a moda comportou-se como um grande diferenciador na escala social; já nos anos de 1980, o aspecto de individualismo consagrou-se com a fidelidade da pessoa à sua tribo, sem receber influências de outras ideologias contemporâneas à sua. Sendo assim, com a evolução de conceitos e valores, a moda dos anos de 1990 adquiriu o caráter de mistura, e foi uma verdadeira esponja que absorveu diversas referências vindas das mais distintas realidades, e todas juntas formaram uma nova proposta. A falta de identidade passou a ser a própria identidade. Foi uma espécie de liquidificador de aspectos visuais; e a liberdade de vestir passou a ser muito grande. É a metáfora da globalização na moda; é onde quero chegar quando cito a queda do Muro de Berlim e a reunificação das Alemanhas em 1990 e, obviamente, a união e aceitação de pessoas, conceitos, valores e culturas.
Desde o término da Segunda Guerra Mundial até os dias de hoje, não se pode desvincular comportamento e moda jovens das influências musicais. O espaço adquirido pelo streetwear, recebendo e passando informações na e da rua, solidificou-se na moda nos anos de 1990. E o sportswear também fez escola.
O “desconstrutivismo” foi a outra idéia desenvolvida nos anos de 1990, surgida especialmente com a influência dos estilistas belgas na moda, tendo o nome de Martin Margiela na linha de frente da formação desse conceito. Foi uma espécie de evolução da reciclagem tão em voga na moda no fim dos anos de 1980 e início dos anos 90, e do ponto de vista comercial e popular, esse conceito transformou-se em bainha desfiada e overlock aparente.
A moda italiana ganhou novas dimensões, especialmente com o nome Gianni Versace, que tornou-se um ícone fashion mundial com seus dourados, suas estampas arrojadas e muita sensualidade. Posteriormente, após sua morte prematura, seu irmão Donatella Versace assumiu a criação da marca.
Inúmeros outros fatores se fizeram presentes e contribuíram para a moda dos anos de 1990, embora a característica de rejuvenescimento tenha sido e é uma constante. A idéia partiu dos anos de 1980 com a marca Chanel quando houve a contratação de Karl Lagerfeld para criar as respectivas coleções. Percebera que funcionou e outros vão atrás contratando novos talentos para dar uma cara nova às marcas já consagradas. Aconteceu o mesmo com as casas Dior, Givenchy, Prada, Gucci, Saint-Laurent, Kenzo, entre outras. Com isso, a moda, especialmente a alta-costura, ganhou uma nova posição de prestígio.
Fonte: História da Moda, uma narrativa - João Braga
Surgiram os novos profissionais da moda que são verdadeiros criadores de conceitos, idéias e principalmente imagens. Aí estava um chavão para decifrar a moda de fins dos anos de 1990 e da atualidade: a imagem, na maioria das vezes, era, e ainda é, mais importante que o próprio produto. Costumava-se vender um conceito, seja da marca ou de uma coleção mediante imagens, às vezes sem aparecer a roupa e o consumidor se convencia que não podia viver sem tais referências.
Além do estilista propriamente dito, surgiu o “stylist” para pesquisar e orientar todo o desenvolvimento de idéias e conseqüentemente de produtos. O fotógrafo de moda também ganhou status criando com as lentes e seu imaginário, seja aparentemente real, ou especialmente surreal.
Essa posição de prestígio e de status social que a moda desejou adquirir a qualquer custo, vai ser tão significativa que ela quis se transformar em arte no que diz respeito ao aspecto de transgressão. E realmente adquiriu o status de arte numa sociedade de consumo, e mesmo tendo a característica da efemeridade, ela conseguiu se impor.
A microfibra da década anterior evoluiu. Foram desenvolvidos tecidos com alta “performance tecnológica”, podendo responder a diversos anseios do dia-a-dia. Foram os chamados “tecidos inteligentes”. O futuro tinha chegado. Isso realmente pôde ser considerado novo e não apenas uma novidade na moda.
O status era tão grande e quem fazia e divulgava a moda galgava também o patamar de prestígio, respeito e sofisticação. Foi o que aconteceu com as manequins que divulgavam o trabalho dos criadores. A idéia da super modelo começou ainda nos anos de 1980 com Inês de La Fressange para a Casa Chanel e nos anos de 1990, algumas outras, como Claudia Schiffer, Cindy Crawford, Linda Evagelista, Christy Turlington, Naomi Campbell, Kate Moss, Amber Valetta e, mais adiante, a brasileira Gisele Bündchen adquiriram a posição de super modelos: são as famosas “top-models” internacionais.
A mania por modelos, bem como a proliferação desmedida das colunas sociais, está ancorada na obsessão mais geral da sociedade contemporânea pela celebridade, pela fama fácil, pela desesperada busca de visibilidade e de, finalmente ter a ilusão de “ser alguém”
No Brasil, a moda ganhou nova e prestigiada posição. A temática nacionalista, sem ser folclórica e sendo moderna, adquiriu espaço e teve muita aceitação. Estilistas e modelos brasileiras forem reconhecidos não só nacionalmente como também no exterior.
Surgiram os grandes desfiles, descobrindo e promovendo talentos como Phytoervas Fashion, Morumbi Fashion Brasil que rapidamente se consolidaram, sendo realizados duas vezes por ano para lançamento das respectivas coleções de inverno e verão e que, em janeiro de 2001, recebeu novo formato com o nome de São Paulo Fashion Week.
Em Recife, o Recife Fashion, promovido por um grande shopping da cidade, também começa a crescer e passa a fazer parte do circuito de desfiles nacionais.
Fonte: História da Moda, uma narrativa - João Braga
Lee® promove um grande evento social contra o câncer de mama
Lee National Denim Day® é um grande evento social que tem como objetivo levantar fundos para a luta contra o câncer de mama. Em seu 12º ano, o evento continua a parceria com a Women’s Cancer Programs of EIF e beneficiará a revolucionária pesquisa de detecção precoce e tratamento do câncer de mama, além do serviço comunitário de educação de prevenção à doença.
Todo ano, a Lee Jeans convida pessoas, empresas e organizações americanas que disponibilizam seus funcionários e membros para participar do Lee National Denim Day® e ajudar na ação arrecadando US$5 de cada pessoa para o Women´s Cancer Programs of EIF (sempre vestindo seus jeans favoritos). Desde 1996, mais de $66 milhões foram arrecadados para a luta contra o câncer de mama, além de conseguir conscientizar as pessoas da doença e da importância da detecção precoce.
As empresa participantes possuem um coordenador para o Lee National Denim Day®, geralmente algum professional dos Recursos Humanos, que concorda em coordenar o evento para sua empresa. A Lee Jeans envia o material para cada empresa registrada (o registro deve ser feito on-line) e lança um curto espaço de tempo para que o coordenador promova o evento, distribua os materiais e colete donativos.
A Lee Jeans pedirá para os americanos vestirem Denim no dia 5 de outubro, todos com a esperança de realizar pesquisas significativas para, no final, encontrar a cura do câncer de mama e eliminá-lo de nossas vidas.
A Lee National Denim Day® é um evento social fácil de implementar e um jeito ótimo de fazer um grupo se envolver numa boa causa.
Para informações mais detalhadas, inclusive de como efetuar doações aqui do Brasil, acesse: www.denimday.com (em inglês).
Sobre o Lee National Denim Day®
Desde 1996, o Lee National Denim Day® aderiu a uma simples filosofia: “one day, one cause, one cure” (“um dia, uma causa, uma cura”). Desde então, esta filosofia se tornou um mantra para milhões de pessoas e tem causado um impacto nunca antes sonhado pela Lee® Jeans.
Para o primeiro Lee National Denim Day®, a Lee® Jeans estabeleceu uma meta de faturamento no valor de US$1 milhão. Para atingi-la, a Lee® convidou empresas para participarem do evento social, deixando seus funcionários usarem jeans durante o trabalho no dia, em troca de US$5 de contribuição voltado para a luta contra o câncer de mama. O conceito atrás do programa foi simples – convencendo pessoas suficientes para dar o primeiro passo, juntos eles alcançariam um resultado inacreditável.
A resposta para o programa inaugural do Lee National Denim Day foi surpreendente. Aquele ano, mais de 3,000 companhias aceitaram participar, arrecadando US$1,4 milhão pela luta contra o câncer. A resposta para o Lee National Denim Day continua crescendo e impressionando a Lee Jeans e as milhões de pessoas que participam.
O IBModa é a única instituição brasileira exclusivamente voltada para a moda que há mais de cinco anos atua na pesquisa e ensino no mercado da moda. Oferece serviços de consultoria, pesquisa e ensino na área de negócios da moda, integrando as disciplinas de marketing e de design. Possui MBAs, workshops, programas de extensão e cursos in company, entre outros. É dirigido e composto por profissionais com ampla experiência e destaque no setor da moda, e que ao mesmo tempo possuem uma sólida formação acadêmica, ou seja, pessoas que sabem fazer e sabem ensinar a fazer.
A inscrições estão abertas para o curso de extensão em Gestão da Comunicação na Moda, criado para suprir a necessidade do mercado de profissionais que compreendam as peculiaridades do setor e sejam capazes de otimizar os resultados das marcas em que trabalham, por meio da utilização estratégica e integrada das ferramentas de comunicação atuais.
O curso, ministrado por professores com atuação destacada na comunicação de empresas de moda, é destinado a todos os envolvidos no processo de comunicação de moda, e aborda temas como assessoria de imprensa, mídia, gestão de marcas e propaganda de moda, entre outros. Cada um dos módulos fornece subsídio aos demais com o objetivo de, ao final do curso, os participantes terem desenvolvido um plano de comunicação para uma empresa de moda e, unindo teoria e prática, assimilarem uma visão completa de como desenvolver a comunicação em empresas de moda.
Descontos especiais para profissionais de comunicação!
Gestão da Comunicação na Moda Início: 28 de agosto de 2007 Terças e quintas, das 19h às 22h20 Carga horária: 92 horas/aula Duração: de 4 a 5 meses
Também estão abertas as inscrições para o curso de Branding: Construção de Marcas na Moda
Despertar sensações, descobrir desejos e vender emoções. Esse é o novo modelo de gestão da marca, em busca de uma comunicação que garanta posicionamentos mais efetivos através do conhecimento, conquista e fidelização do consumidor. Serão analisados o posicionamento de marcas internacionais e nacionais, tais como Zara, Osklen, Havaianas, Armani, entre outras...
Voltado para profissionais e estudantes das áreas de moda, marketing e comunicação. Pessoas envolvidas com o mercado de moda ou ligados à administração das variáveis do marketing do negócio. Empresários, publicitários e assessorias de imprensa que atuam ou desejam atuar na área de moda.
A contextualização atual da marca como forte ferramenta do marketing. Como desenvolver marcas fortes na moda. A relação da identidade, imagem e personalidade das marcas. Como analisar estrategicamente as marcas para posicionamentos mais efetivos. Os aspectos mais importantes da arquitetura e comunicação da marca.
Especialista em marcas e varejo de moda, Luciane Robic acompanha de perto as estratégias de empresas nacionais e internacionais em torno do Branding e do reposicionamento de marcas, trazendo as mais recentes ferramentas e estratégias do mercado.
Condições Especiais para inscrições antecipadas, pacotes de cursos ou grupos de participantes.
Branding: Construção de Marcas na Moda Data: 10 e 11 de Agosto de 2007 Sexta-feira das 19h às 22h20 e sábado das 9h às 15h40
Inscrições: IBModa – Instituto Brasileiro de Moda Rua Capote Valente 432 – sala 96 05409-001 – São Paulo – SP comercial@ibmoda.com.br – (11) 3086-3521 www.ibmoda.com.br
O Fashion Tour Verão 2008 começou no dia 9 de julho no Paraná e vai rodar o Brasil até o dia 26 de outubro. O showroom itinerante vai levar as novidades da moda verão 2008 para o Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Distrito Federal e Nordeste do Brasil. O objetivo é aproximar as indústrias de confecção e lojistas e assim, proporcionar novos negócios e abertura de mercados. Além de geração de negócios, o Fashion Tour também leva informação de moda para cada cidade por meio de palestras com profissionais especializados e desfiles de tendências. O evento reúne expositores da indústria de confecção e acessórios e tem como público alvo lojistas de multimarcas, magazines, lojas de bairro e revendedores. Todas as palestras, desfiles e visitas aos showroons das marcas são gratuitos. Para participar basta apresentar o cartão da loja.
O evento itinerante teve início no ano passado, quando passou por cinco estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais). Foram realizados 21 eventos com desfiles, rodada de negócios e palestras. Participaram no showroom 51 marcas dos estados de São Paulo, Goiás, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais que conseguiram gerar cerca de R$ 3,5 milhões em negócios.
Em média, cada marca abriu 5 novos clientes em cada cidade e 20 novos contatos. "Conseguimos ter acesso a novos lojistas, em estabelecimentos ou cidades que os representantes tinham dificuldade de acesso", declaram os proprietários das marca Lúcia Figueiredo, do Paraná, que vai participar desta nova edição do Fashion Tour. O Fashion Tour é realizado pela Fashion House com apoio da revista ITT Press, Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), Fenit, Alcântara Machado e associações comerciais de cada cidade por onde o evento passa.
Confira o calendário:
Verão 2008 09 a 10 de julho - Curitiba (PR) 12 e 13 de julho - Londrina (PR) 30 e 31 de julho - Campo Grande (MS) 02 e 03 de agosto - Cuiabá (MT) 20 e 21 de agosto - Belo Horizonte (MG) 23 e 24 de agosto - Vitório (ES) 13 e 14 de setembro - Goiânia (GO) 17 e 18 de setembro - Brasília (DF)
Alto Verão 2008 04 e 05 de outubro - Aracajú (SE) 08 e 09 de outubro - Maceió (AL) 15 e 16 de outubro - Recife ( PE) 18 e 19 de outubro - João Pessoa (PA) 22 e 23 de outubro - Natal (RN) 25 e 26 de outubro - Fortaleza (CE)
Formada em Comunicação
Social com duas
habilitações, além de
Estilista e MBA em Moda,
Julia Salgueiro optou
por fazer parte do mundo
fashion como
Consultora de Moda.
Já fez consultorias para
programas de TV e atuou
como Produtora de
desfiles, designer e
diretora.
Colaboradores Sócrates Alexandre
Francielle da Maia