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História da Moda
História do Espartilho

O espatilho é uma peça fantástica tanto para usar como underwear como exibindo de forma discreta pra não cair na vulgaridade.
Ele apareceu na história da moda no século XVI, sempre foi usado como suporte e controle para modelagem perfeita do corpo. Um corpete usado como roupa de baixo que hoje chamamos de espartilho ou corset, tinha de ser bem rígido, era o principal atributo do corset como redução mínima da cintura, e o busto erguido e pressionado.
Ao contrário do que se podem pensar, os primeiros espartilhos não deviam ser de todo desconfortáveis. No século XVIII, as formas naturais começavam a ser valorizadas novamente. Nos anos 1920, com a silhueta reta de “garconne”, os espartilhos ficaram cada vez mais raros. E acabou restrito à fantasia e ao fetiche durante a maior parte do século XX.
Mesmo nos anos 1950, quando o New Look de Dior voltou a valorizar a cintura de pilão, apenas cinta de tecido elástico levemente reforçadas eram usadas. Mas entre o fim dos anos 1970 e os anos 1980, estilistas como Vivienne Westwood e Jean-paul Gaultier traria ao outerwear.
Espartilho é um colete com laços, para comprimir a cintura e dar elegância ao corpo. O uso mais comum do espartilho é para moldar o corpo em uma forma mais fina e com uma silhueta da moda. Também pode ser usado por pessoas com problema na espinha para proteger e imobilizar a coluna na região do abdômen.
O espartilho normalmente tem corselete, que é uma armadura para o busto. Existem vários tipos de espartilhos para todos os gostos, seja para usar debaixo de alguma roupa, seja para usá-lo sozinho apenas. Também pode ser usado como um apelo sexual.
Quer comprar espartilhos? Visite: http://www.madamesher.com/
Fonte: Millams
Postado por Julia Salgueiro.
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A história do pretinho básico

Ele surpreende por sua versatilidade há quase 80 anos, o
"pretinho básico" mostrou que não é apenas mais que uma
peça-chave no guarda-roupa feminino, porque se tornou também um clássico da moda
mundial. Recentemente um site especializado em moda, revelou que o Guarda-roupa
feminino é formado principalmente por roupas pretas.
O estudo mostrou que o preto não está presente apenas no "tubinho
preto básico" mas também em bolsas, sapatos e outras peças de roupa.
Mas, afinal, quem inventou a funcionalidade desses vestidos? A revista
Vogue publicou uma ilustração do novo modelo de vestido, criado
pela estilista Coco Chanel. Às vésperas da segunda grande
guerra, o modelo passou despercebido.
Somente em 1947, Christian Dior
ressuscitaria a idéia de Chanel e, de quebra, popularizou o que
ficou conhecido como o uniforme das moçoilas dos anos 50: um
vestido preto, com golas e luvas brancas, usado com um colar de pérolas, sapatos
coloridos e uma estola de pele. O sucesso do modelito foi tamanho que as décadas
seguintes trataram de promover suas próprias versões do clássico. Nos
anos 60, o "pretinho básico" ganharia nova
cara. Desta vez, pelas mãos do francês Hubert Givenchy.
O modelo ficaria eternizado pela personagem da atriz Audrey
Hepburn no filme Bonequinha de Luxo. Após os coloridos
e psicodélicos anos 70, o "pretinho básico" voltaria com tudo.
Nos anos 80, ele encarnaria de vez o papel de salva-vidas
fashion. Simples e elegante, o vestido seria o uniforme ideal para as mulheres
que corriam atrás do seu espaço no mercado de trabalho - isso, é claro, sem
abrir mão da feminilidade. A partir dos anos 90, o
desenvolvimento de novos tecidos deixou o "pretinho básico"
ainda mais versátil.
Aí vão algumas dicas de como montar alguns looks para algumas ocasiões do
dia. Para montar combinações diferentes, basta apenas um pouco de criatividade e
disposição. Para qualquer ocasião, um "pretinho básico" vai bem. A peça é
coringa, porém existem algumas regrinhas que devem ser seguidas na hora de
montar o seu look.
Vamos começar apostando nos acessórios:
O dia, por exemplo, pede "pretinhos básicos" com carinha de
"o mais discreto possível." Escolha, de preferência, os vestidos com fios
naturais. Um pretinho básico de linho ou algodão, por exemplo, fica lindo com
scarpins ou sapatos com formas arredondadas - sempre com saltos baixinhos. Com
sapatilhas, compõe uma dupla elegante. Sem erro.

Os acessórios devem seguir a regra do quanto menos, melhor. Um brinco e um
colar de pérolas fazem um look "a la" Audrey Hepburn.
Lindo e ultrafeminino. Com jóias ou bijouterias clássicas, fica a cara da
Jackeline Kennedy, ex primeira-dama dos Estados
Unidos. Aposta na elegância. Para as executivas, um "pretinho
básico" feito de microfibra (ou qualquer outro tecidos sintético) pode
ser combinado com um sapato social. Um bom relógio no pulso e uma bolsa a
tiracolo complementam look impecável: pronta para o trabalho. Para as
moderninhas, um bom par de tênis e um casaquinho colorido. Simples assim. A
noite pede brilho e exuberância sempre. E aí que o "pretinho
básico" ganha luz com aplicações e transparências. Os acessórios ajudam
a dar um up no look. Com uma pequena bolsa com paetês pretos e uma sandália de
salto alto preta, e pronto! A mulher fica sexy e correta. Com broches ou flores,
ela ganha romantismo e sofisticação. Em qualquer opção, porém, o segredo é
ousar. E reinventar...
Fonte: Millams (http://pt.shvoong.com/tags/millams/)
Postado por Julia Salgueiro.
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A história das bolsas

Elas ficaram conhecidas como relicários por armazenar peças preciosas durante o século XV as bolsas foram usadas para carregar complementos indispensáveis aos hábitos da época. Certas bolsas eram usadas especialmente para carregar remédios, leques, tabaco ou escovas de cabelo.
Algumas foram desenhadas especialmente para armazenar relíquias e livros de oração, a cidade de Caen, no noroeste da França tornou-se pioneira e famosa pela alta qualidade dos sacos e pochetes que produzia. A demanda por esse precioso item cresceu de tal maneira que sociedades especializadas na confecção desse artigo nasceram por toda Europa. Foi durante este período que apareceram os pockets, confeccionados em linho, algodão, lona e flanela no formato dos bolsos atuais, geralmente feitos em pares, ligados por fitas ou cordões para serem usados sob as saias e anáguas.
No século XVII com a evolução da moda mais bolsos foram adicionados às roupas masculinas e no caso das femininas esses bolsos foram ficando cada vez maiores e mais profundos. Como nos dias de hoje, as mulheres do século XVII tinham o costume de carregar as coisas mais estranhas em seus bolsos: Espelhos, sais de cheiro, garrafas de bebidas, leques...
Século XVIII os bolsos femininos adquiriram tal importância que eram deixados em testamento para parentes e amigos usados igualmente por homens e mulheres, eram confeccionadas em diferentes tipos de couro. Com a quantidade de objetos carregados pelas mulheres em seus bolsos, logo se tornou lógica a necessidade de aliviar o problema estético criados pelas protuberâncias e saliências que desfiguravam a silhueta feminina.
No final desse século os vestidos passaram a apresentar um contorno marcado na qual não havia lugar para bolsos carregados de objetos, foi para resolver esse problema que uma nova bolsa passou a ser usada: A Reticula.
Fonte: Millams (http://pt.shvoong.com/tags/millams/) Bolsas da imagem: Jean Paul Gautier, Louis Vuitton, Chanel, Fendi e Chloé.
Postado por Julia Salgueiro.
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A história do botão
Você sabia que o botão só se tornaria popular no século 18?

3000 anos antes de Cristo, foi desenterrado no vale do Indo, um amuleto de concha, furado e com dois buracos, que poderia ter servido de botão. Mil anos depois, as populações da Escócia e do norte da Inglaterra fabricavam botões de um material chamado azeviche. Os botões reaparecem no fim da Idade Média, tanto para segurar quanto decorar as vestimentas.
Esses botões eram de prata ou de metal dourado. No século XIV, passaram a ter uma função prática, e o material de que são feitos se diversificou na forma de metais preciosos, cobre, cristal ou ainda vidro e tecido. A partir de meados do século XIX, conchas, madrepérola, vidro, aço e latão trabalhado e chifre moldado costumavam ser usados para fazer botões, que já haviam se tornado parte integrante do desenho de moda.
Em 1807, o dinamarquês Bertel Sanders inventou o botão de pressão, que unia dois discos de metal que podiam prender ao mesmo tempo qualquer tecido. Hoje o botão virou um acessório indispensável ganhando destaque quando chegou às passarelas e claro, fazendo parte da vestimenta do ser humano, passados pelos processo de metal, poliéster, e até mesmo os naturais. O botão vem sofrendo diversas mudanças.
Através de propostas desenvolvidas pelo reposicionamento de mercado e projetos de conscientização de preservação do meio ambiente o botão ecológico se tornou febre entre designers e estilistas do mundo inteiro assim como as roupas, calçados e artigos para decoração. Seguindo esta tendência de matéria prima natural, algumas empresas vêm apostando na fabricação desse acessório tão importante na vestimenta humana. Seja ele discreto ou chamativo ele não pode faltar na roupa de um simples mortal.
Fonte: Millams (http://pt.shvoong.com/tags/millams/)
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De onde vem o Xadrez?

Tendência para o inverno 2008 e já usado pelas queridinhas fashionistas, o xadrez vem de muito tempo atrás, lá pelos lados da Escócia por proprietários de terras, por volta do século XIX.
Com adaptação dos padrões do tartã - tipo de tecido também originário da Escócia onde os fios de cores diferentes se cruzavam formando o padrão de estampa -, o xadrez foi adaptado para outros tecidos diferentes.
Nas suas origens, eram padrões usados para identificar os clãs escoceses.
No século XIX, o xadrez vichi - em tecidos mais leves - se tornou popular em vestidos de verão, blusas e saias. No século XX, foi usado em roupas masculinas e depois passou a ser usado, também, em biquínis (na década de 40 e 50), vestidos e saias femininas e, na década de 60, em calças. Hoje ele volta, trazendo todo o ar retrô para a estação.

Postado por Julia Salgueiro.
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A história do Fuxico

O "Fuxico" é uma tradição brasileira que remonta ao período colonial. Trata-se de uma técnica artesanal de reaproveitamento das sobras de tecidos que eram, na época, artigos de luxo de fato e sendo portanto, uma das primeiras formas do que hoje chamamos de "reciclagem de materiais".
O fuxico, de idade secular, tem a sua criação atribuída (cogitada) aos escravos africanos, entretanto, eles se popularizam dentro do universo do patchwork no início do século 20. Um pequeno círculo colorido, com as extremidades alinhavadas e franzidas inspira a criação de pequenos enfeites e adereços até a composição de peças grandes como colchas.

O fuxico é um artesanato de patchwork típico que está presente em todas as regiões brasileiras. O termo “fuxico” em português é sinônimo de “fofoca” (cochicho) e, segundo o folclore local, ele recebeu este nome, uma vez que as mulheres se reuniam para costurar e ao mesmo tempo “cochichar” sobre a vida alheia.
Ao coser os retalhos com pontos largos - os alinhavos - enquanto, senhoras e escravas deleitavam-se com suas peculiares "conversas" e " mexericos", eram criadas verdadeiras obras de arte em peças do vestuário e enxoval.

O fuxico esteve associado a classe social de baixa renda e/ou a comunidades rurais. De uma década para cá, com o surgimento da customização e a introdução do patchwork na moda e decoração, é que ele começou a ser valorizado.
Fonte: http://www.pat.patches.nom.br/ e http://www.geocities.com/zizianil/
Como fazer?

Confeccionar fuxicos é uma maneira criativa e barata de criar peças de moda e decoração com sobras de tecidos. A reciclagem de materiais é a grande vantagem da técnica. Para começar a produzir seus próprios acessórios, objetos e roupas, é preciso aprender primeiro a fazer o fuxico. Os materiais utilizados são pedaços de tecido, linha e agulha. Não há restrição quanto aos tecidos, mas o algodão é o mais indicado para os iniciantes.
Basicamente, a técnica pode ser dividida em quatro etapas:
1. Risque o avesso do tecido escolhido com lápis ou giz de costura em um molde redondo, que pode ser uma tampinha, um copo ou um círculo de papelão. 2. Recorte o pano, bote a linha na agulha e comece a alinhavá-lo com a borda virada para dentro até chegar ao ponto de início 3. Puxe a linha para franzir e vá ajeitando o fuxico com os dedos no meio da trouxinha 4. Arremate e passe a agulha pelo centro do tecido, para esconder o nó. Depois corte
Rosana Alves, do ateliê Musa Bamba, diz que 4 meses de prática diária podem habilitar uma pessoa a fazer um fuxico "profissional". Ela recomenda dedicar de uma a duas horas por dia ao ofício até que se adquira o domínio da técnica. Segundo Rosana Pardo, artesã que lida fuxico há cerca de 6 anos, não há regra quanto ao número ideal de pregas a serem feitas no pano, mas quanto mais próximos os pontos, mais aberta a peça ficará; quanto mais distantes, mais franzida. Assim, cada pessoa deve chegar ao seu próprio estilo. Terminada a fase de aprendizado, pode-se partir para a customização de roupas e acessórios e a confecção de peças mais elaboradas, como blusas e vestidos. Neste caso, é útil ter noções de modelagem. Para juntar os fuxicos, use linhas de tapeceiro. Mais resistentes, elas evitam que as emendas arrebentem. Lembre-se de que uma pequenina unidade deste trabalho é como uma célula. Um vestido de fuxicos costuma levar mais de mil trouxinhas minuciosamente confeccionadas e dias de trabalho.
Fonte: Ed. Abril - http://www.abril.com.br/noticia/abril/no_197321.shtml
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Coco Chanel - O filme
Finalmente meu sonho se realizou! Quando você conhece a história de alguns criadores você vê que algumas dariam um belo filme. É o caso da história de Coco Chanel que já foi contada em livro. E ela vai também virar filme.
Estrelado por Audrey Tautou (Amelie Poulain e O Código Da Vinci), o filme sobre a lendária designer (ainda sem data prevista de estréia) vai mostrar sua tragetória desde o início até quando ela se tornou famosa. O foco, segundo a diretora Anne Fontaine, será na sua vida antes da fama como a jovem determinada, passando pela fase em que trabalhou como cantora num cabaret até se envolver com homens como Étienne Balsan e o jogador de Pólo Arthur "Boy" Capel, ambos impulsionando sua carreira como estilista.
Agora é só aguardar chegar nos cinemas!!!
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As caras das bolsas
Quem são as mulheres que deram nomes a algumas famosas bolsas de grife
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NOVAK, de Alexander McQueen; Kim Novak, atriz |
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KELLY, da Hermès; Grace Kelly, princesa de Mônaco |
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STAM, de Marc Jacobs; Jessica Stam, modelo canadense |
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JACKIE, da Gucci; Jackie Kennedy Onassis, ex-primeira-dama dos EUA |
MR Photo/Corbis Outline, Roger_Viollet, Photos12, AFP e divulgação
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Idade Contemporânea
* Século XXI 
O século
XX trouxe profundas mudanças na forma de produção das
mercadorias. À medida em que a sociedade de consumo avançava, mais e mais
produtos industrializados eram lançados no
mercado convertido em mercado de massa. Necessidades básicas satisfeitas, a
engenhosidade industrial não se cansou de inventar desejos de consumo. Aos
poucos, as pessoas se deram conta de que tinham muito mais coisas do que
realmente precisavam para viver. Hoje, são esses seres cercados por produtos, a
ponte de muitas vezes serem reconhecidos por seus objetos, numa espécie de
efeito metonímico perverso que faz equivaler pessoas a coisas. Os objetos,
assim, convertem-se em extensão da identidade dos próprios indivíduos, parte
importante nas representações que fazem das pessoas e dos
outros.
O século mudou juntamente com o
milênio e a moda
continuou sendo o espetáculo. Os grandes grupos
empresariais dominaram os tradicionais nomes da moda e passaram a sugerir os
padrões estéticos do vestir.
Na virada do ano de 2000, um grande amadurecimento da
produção nacional (principalmente comparada àquela do início da década), com
ganhos expressivos na qualidade das peças e do próprio design, já podia ser observado nas
coleções de moda lançadas nos principais eventos do Rio e de São Paulo. Ainda assim, com a vinda
crescente de compradores e jornalistsa internacionais para cobri-los – que
passou a ser sistemática e parte da promoção da moda nacional no exterior -, vez
por outra a cobrança por uma personalidade mais marcante e a acusação sobre uma
referência mais explícita a essa ou àquela marca estrangeira eram expressas por
eles e reproduzidas pela mídia local.
Em contraposição às imposições estilísticas de consumo que logo se
transformaram em massificação, a moda reinventa-se com o conceito de
customização, ou seja,
uma personalização na qual o usuário interfere subjetivamente na sua roupa,
criando novas propostas e se diferenciando dos demais.
Além dos aspectos de customização, dos conceitos de
vintage, a moda
continuou adotando os mecanismos de releituras. A “reglamourização” tornou-se também uma
nova proposta de moda, na qual levar os aspectos de sofisticação e luxo às
últimas conseqüências passou a ser uma tentativa de evitar as inevitáveis
cópias. Brilho, tecidos
sofisticados e artigos de luxo, paradoxalmente fazem parte da moda em um período
de grandes recessões econômicas mundiais.
É isto exatamente a moda. É como a arquitetura pós-moderna, as formas do
passado misturaram e reciclaram as formas do presente. E, evidentemente,
reencontramos esta lógica em quase todas as coisas inclusive na relação com a
cultura (...). O contemporâneo é reciclagem incessante do que nos vem da
história, então, não é mais a tradição, mas também não é a
destruição do passado e
destruição das formas
da cultura anterior.
Postado por Julia Salgueiro.
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Idade Contemporânea
* Década de 1990
A queda do muro de Berlim, em 1989, representou para a moda o fim de determinadas barreiras e preconceitos no vestir e o aparecimento de uma grande liberdade de se expressar visualmente: é o conceito que vai definir a moda na década de 1990.
O conceito de “tribos urbanas”, forte no anos de 1980, teve sua seqüência no início dos anos de 1990. A moda grunge, de influência vinda de Seattle (EUA), marcou o modo de vestir dos jovens que aderiram ao estilo descontraído de peças sobrepostas, roupas oversized (acima do tamanho) e a cultuada camisa de flanela xadrez amarrada à cintura.
Também entraram em evidência clubbers, drag queens, cybers, ravers entre outros grupos e a ordem foi a moda jovem, ousada e irreverente. Todavia, essa dinâmica de fidelidade ao estilo das tribos de moda ganhou agora uma nova dimensão de influência de umas às outras, a ponto das mesmas se misturarem e não haver mais a característica de ser fiel a uma única identidade visual e ideológica. Contudo, foi com o conceito de “supermercado de estilos” que a moda dos anos de 1990 passou a ter sua própria identidade quando mesclou informações e influências de diversas fontes.
Nos anos de 1970, a moda comportou-se como um grande diferenciador na escala social; já nos anos de 1980, o aspecto de individualismo consagrou-se com a fidelidade da pessoa à sua tribo, sem receber influências de outras ideologias contemporâneas à sua. Sendo assim, com a evolução de conceitos e valores, a moda dos anos de 1990 adquiriu o caráter de mistura, e foi uma verdadeira esponja que absorveu diversas referências vindas das mais distintas realidades, e todas juntas formaram uma nova proposta. A falta de identidade passou a ser a própria identidade. Foi uma espécie de liquidificador de aspectos visuais; e a liberdade de vestir passou a ser muito grande. É a metáfora da globalização na moda; é onde quero chegar quando cito a queda do Muro de Berlim e a reunificação das Alemanhas em 1990 e, obviamente, a união e aceitação de pessoas, conceitos, valores e culturas.
Desde o término da Segunda Guerra Mundial até os dias de hoje, não se pode desvincular comportamento e moda jovens das influências musicais. O espaço adquirido pelo streetwear, recebendo e passando informações na e da rua, solidificou-se na moda nos anos de 1990. E o sportswear também fez escola.
O “desconstrutivismo” foi a outra idéia desenvolvida nos anos de 1990, surgida especialmente com a influência dos estilistas belgas na moda, tendo o nome de Martin Margiela na linha de frente da formação desse conceito. Foi uma espécie de evolução da reciclagem tão em voga na moda no fim dos anos de 1980 e início dos anos 90, e do ponto de vista comercial e popular, esse conceito transformou-se em bainha desfiada e overlock aparente.
A moda italiana ganhou novas dimensões, especialmente com o nome Gianni Versace, que tornou-se um ícone fashion mundial com seus dourados, suas estampas arrojadas e muita sensualidade. Posteriormente, após sua morte prematura, seu irmão Donatella Versace assumiu a criação da marca.
Inúmeros outros fatores se fizeram presentes e contribuíram para a moda dos anos de 1990, embora a característica de rejuvenescimento tenha sido e é uma constante. A idéia partiu dos anos de 1980 com a marca Chanel quando houve a contratação de Karl Lagerfeld para criar as respectivas coleções. Percebera que funcionou e outros vão atrás contratando novos talentos para dar uma cara nova às marcas já consagradas. Aconteceu o mesmo com as casas Dior, Givenchy, Prada, Gucci, Saint-Laurent, Kenzo, entre outras. Com isso, a moda, especialmente a alta-costura, ganhou uma nova posição de prestígio.
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Idade Contemporânea
* Década de 1990
(continuação)
Surgiram os novos profissionais da moda que são verdadeiros criadores de conceitos, idéias e principalmente imagens. Aí estava um chavão para decifrar a moda de fins dos anos de 1990 e da atualidade: a imagem, na maioria das vezes, era, e ainda é, mais importante que o próprio produto. Costumava-se vender um conceito, seja da marca ou de uma coleção mediante imagens, às vezes sem aparecer a roupa e o consumidor se convencia que não podia viver sem tais referências.
Além do estilista propriamente dito, surgiu o “stylist” para pesquisar e orientar todo o desenvolvimento de idéias e conseqüentemente de produtos. O fotógrafo de moda também ganhou status criando com as lentes e seu imaginário, seja aparentemente real, ou especialmente surreal.
Essa posição de prestígio e de status social que a moda desejou adquirir a qualquer custo, vai ser tão significativa que ela quis se transformar em arte no que diz respeito ao aspecto de transgressão. E realmente adquiriu o status de arte numa sociedade de consumo, e mesmo tendo a característica da efemeridade, ela conseguiu se impor.
A microfibra da década anterior evoluiu. Foram desenvolvidos tecidos com alta “performance tecnológica”, podendo responder a diversos anseios do dia-a-dia. Foram os chamados “tecidos inteligentes”. O futuro tinha chegado. Isso realmente pôde ser considerado novo e não apenas uma novidade na moda.
O status era tão grande e quem fazia e divulgava a moda galgava também o patamar de prestígio, respeito e sofisticação. Foi o que aconteceu com as manequins que divulgavam o trabalho dos criadores. A idéia da super modelo começou ainda nos anos de 1980 com Inês de La Fressange para a Casa Chanel e nos anos de 1990, algumas outras, como Claudia Schiffer, Cindy Crawford, Linda Evagelista, Christy Turlington, Naomi Campbell, Kate Moss, Amber Valetta e, mais adiante, a brasileira Gisele Bündchen adquiriram a posição de super modelos: são as famosas “top-models” internacionais.
A mania por modelos, bem como a proliferação desmedida das colunas sociais, está ancorada na obsessão mais geral da sociedade contemporânea pela celebridade, pela fama fácil, pela desesperada busca de visibilidade e de, finalmente ter a ilusão de “ser alguém”
No Brasil, a moda ganhou nova e prestigiada posição. A temática nacionalista, sem ser folclórica e sendo moderna, adquiriu espaço e teve muita aceitação. Estilistas e modelos brasileiras forem reconhecidos não só nacionalmente como também no exterior.
Surgiram os grandes desfiles, descobrindo e promovendo talentos como Phytoervas Fashion, Morumbi Fashion Brasil que rapidamente se consolidaram, sendo realizados duas vezes por ano para lançamento das respectivas coleções de inverno e verão e que, em janeiro de 2001, recebeu novo formato com o nome de São Paulo Fashion Week.
Em Recife, o Recife Fashion, promovido por um grande shopping da cidade, também começa a crescer e passa a fazer parte do circuito de desfiles nacionais.
Postado por Julia Salgueiro.
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A camiseta
A camiseta não apareceu das aspirações de alguma época ou de idéias revolucionárias de algum estilista. Feita, a princípio, para simplesmente não aparecer, era usada como “roupa de baixo” para proteger as camisas do desgaste e das inconveniências da transpiração, além de servir como uma proteção para enfrentar dias de temperaturas menores com as roupas tradicionais.
No Brasil, na época da colonização, a camiseta começou sua trajetória conhecida como “coisa de português”. Os colonizadores, ao chegarem ao país e depararem com nosso clima de temperaturas bem diferentes das européias, se viram obrigados a tirar todas as suas roupas pesadas e exibirem apenas suas roupas de baixo – sim, a própria. Foi quando a camiseta apareceu, sem roupa alguma para cobrir suas formas. Estava lá, ela, para quem quisesse ver. Mas seu prestígio ainda estava longe de ser reconhecido.
Foi na década de 60 que a popularidade da camiseta estourou. Seu sucesso veio dos ares desafiantes dos jovens, que contestavam tudo e todos, colocando em questão os valores de toda uma sociedade. No meio de todas as rebeldias e da luta contra o que, até então, havia sido proposto como comportamento, os jovens decidiram que as camisetas não iriam mais se esconder embaixo de qualquer outro pedaço de tecido. Ela tinha que aparecer e dizer a todos que agora seria assim, não importando o que a sociedade pensasse. Aliás, melhor se pensassem ao contrário.
Todas as mudanças de comportamento que aconteceram nos anos 60 geraram uma nova sociedade de consumo, ao mesmo tempo em que a sociedade industrial avançava e os meios de comunicação – que também tiveram sua explosão nesta época – quebravam os valores e introduziam uma cultura uniforme e sem fronteiras. É então que, conscientes desse novo e promissor mercado consumidor, as empresas passam a criar produtos específicos para os jovens, que, pela primeira vez, tiveram sua própria moda. E, como a regra era contestar, a moda dos jovens era não seguir moda.
Agora, sim, o terreno estava pronto para a camiseta entrar em ação. Tudo o que ela precisava para sair, de vez, debaixo das camisas e aparecer para o mundo estava armado: o desejo de contestação dos jovens e o mercado e a indústria, prontos para atender às suas necessidades de consumo. Desde então, a camiseta faz parte do guarda-roupa como peça indispensável a qualquer pessoa, de qualquer classe social, sexo ou ideologia.
Na Música
Para a música, a roupa sempre significou mais que um simples tema, principalmente para o rock. E foi no cenário pop da segunda metade do século que a roupa e o rock se encontraram num casamento feliz e duradouro, onde a camiseta surge como uma peça considerada muito mais que uma vestimenta, mas uma verdadeira bandeira cultural. Em uma edição da década de 80, a revista Rolling Stone, medidor e porta-voz do rock e da contracultura, registra:
"As camisetas são os trajes definitivos do rock. São os tambores falantes dos anos 70 e 80, significadores de dez dólares, identificadores ideológicos."
Uma questão interessante é a briga entre a música e o cinema pelo crédito de ter iniciado a moda das camisetas. Antes de Marlon Brando encarnar Kowalsky vestindo uma justa t-shirt, o trompetista de jazz Chet Baker já teria o hábito de aparecer em público usando a peça, à qual sempre foi fiel. Podemos citar, também, Bob Dylan, que na capa de seu disco Highway 61 Revisited, de 1965, ostenta uma camiseta por baixo de uma jaqueta de couro de motoqueiro.
Como fenômeno de massa, as t-shirts refletiam a mudança de mood à partir dos anos 70. A nova tendência era para uma convergência e democratização da moda. E quem selou, definitivamente, essa passagem do hippie-indiano e tribalista para a nova realidade foi um outro roqueiro, John Lennon, com a famosa declaração à revista Rolling Stone: "O sonho acabou". Ele mesmo trocou as exuberantes indumentárias dos Beatles pelo trio jeans, tênis e camiseta, que se tornavam os novos ícones universais da vestimenta. E após todas essas décadas, a música e a camiseta continuam juntas. Ao que tudo indica, continuarão neste casamento feliz por muito tempo.
Go! Every Wear: http://goeverywear.blogspot.com
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(continuação)
Na Moda
É na metade da década de 60 que a moda enxerga nossa t-shirt, quando o unissex ganha força e a dupla jeans e camiseta começa a se estabelecer. As características de praticidade, mutação e conforto da camiseta a fazem, mais do que acompanhar a moda, pairar sobre ela. Assim, se torna distinta, por exemplo, de outra peça de roupa com trajetória igualmente calcada na rebeldia: a minissaia. Enquanto esta admite variações sobre sua forma, a camiseta consegue ser eterna. Não navega às mudanças das tendências e, graças a isso, não vai e volta à moda. Ela simplesmente fica, conseguindo ser clássica na forma de se apresentar, é extremamente criativa no modo de ser. Absolutamente tudo pode estar impresso numa camiseta.
Das sopas Campbell’s da pop art de Andy Warhol a cantores de rock, ídolos, slogans ou mesmo nada. A partir dos anos 60, a camiseta passou a desfilar nas passarelas da moda com grande desenvoltura. Assimilada no país, a camiseta passa a depender cada vez menos dos impulsos vindos de fora. Incorporada à maneira brasileira de se vestir, a camiseta assume novos estilos e novas cores e estampas que refletem os atuais modismos urbanos e o desejo de moda do brasileiro. Ela pode ser usada de qualquer maneira, com quase todo tipo de roupa. Milhares de produções podem acontecer. Pode vir acompanhada de um jeans, de uma saia, de um short, pode passear por lugares mais elegantes com um bom blazer e um bom sapato. Pode transitar por corpos masculinos e femininos. Aliás, essa é uma de suas grandes armas: ser unissex. Arma bastante usada quando, na década de 60, a moda unissex toma força e torna a camiseta um símbolo tanto de masculinidade quanto de feminilidade.
A força da camiseta na moda é tão grande que em diversos países há estilistas especializados na peça, os camiseteiros. Adriano Costa, um dos mais famosos, conquistou o mundo da moda com suas camisetas com frases irônicas e divertidas. Outra estilista que toma as camisetas como carro-chefe é Rita Wainer, à frente da marca Theodora, lançada em 2003, Rita segue uma linha parecida com Adriano Costa e faz de suas camisetas veículos para frases como "Que me cortem os pés, tenho asas" ou "Não me venha com confidências".
A camiseta conquistou as pessoas e o mundo da moda com sua simplicidade e suas mil maneiras de aparecer. Não precisaremos esperar as próximas temporadas de desfiles para saber se os estilistas vão ou não colocá-las em suas coleções ou se algum formador de opinião decretará seu fim. O melhor a fazer é garantir no guarda-roupa o maior número possível de T-shirts. Elas, com certeza, serão as peças mais usadas nesta e nas próximas estações.
No Mercado
O mercado brasileiro de camisetas apresenta volumes nada desprezíveis. Entre grifes que cobram R$ 200 reais por uma peça e outras que as vendem por preços populares, o Brasil comporta a produção e a venda de, aproximadamente, 750 a 800 milhões de peças anualmente, gerando mais de 500 mil empregos diretos.
Fazendo as contas, cada brasileiro teria uma média de oito novas camisetas por ano, uma proporção que muitos segmentos estão longe de alcançar; peças básicas como cuecas e calcinhas não chegam a um terço disso. Seria praticamente impossível dimensionar o tamanho do complexo produtor de camisetas, já que poucos podem ser considerados grandes fabricantes. Há uma parcela bem expressiva de médios e uma assombrosa quandidade de pequenas empresas ou micro-confecções.
Pesquisas apontam que, deste número aproximado de 750 a 800 milhões de camisetas produzidas por ano, 65% delas são de malhas de mangas curtas, 20% de malhas sem manga e 15% são de malha de manga longa. Cerca de 50% deste mercado é das peças com gola careca, 10% das de decote regata, 15% das camisas tipo pólo e 25% de outras variações.
É um mercado que tem seu consumo distribuído entre homens e mulheres, com uma proporção de aproximadamente 70% para o público masculino e 30% para o feminino. As classes A e B respondem por 35% das vendas, a classe C por 40%, sendo o restante dividido entre as classes D e E. O consumo por faixa etária revela um público predominante de jovens: 25% dos consumidores são crianças até 10 anos, 45% são jovens dos 11 aos 24 anos, 20% de 25 a 34 anos e 10% acima de 35 anos.
Embora não se delineiem com clareza os rumos da política econômica para os próximos anos, os fabricantes de camisetas se ressentem bem menos do que os demais empresários do setor de confecções. De uma maneira geral, todos se alegram com as perspectivas que se abrem para esse mercado no futuro próximo, não apenas por se tratar de uma peça que resiste às mudanças de tendências da moda, mas pelo fato de o produto ter uma tradição de sobreviver às mudanças do poder aquisitivo de seu público e pela ampliação no volume de exportações.
Numa época em que o poder econômico do consumidor está cada vez mais baixo, a camiseta se torna uma alternativa atraente de vestimenta e, por essa e outras razões, continua ganhando cada vez mais espaço nos guarda-roupas.
Trechos do artigo de Thiago Dualibi, "O Fenomeno da Camiseta" publicado em http://www.antennaweb.com.br/edicao2/artigos/artigo3.htm
Banca de Camisetas: http://www.bancadecamisetas.com.br
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Idade Contemporânea
* Década de 1980

Os anos de 1980 trouxeram uma verdadeira profusão de influências e contrastes, em que os opostos começaram a conviver em harmonia e ambos sendo aspectos de moda essa característica antagônica foi, como ainda hoje é, marca do século XXI.
A multiplicidade passou a idéia de que não havia mais uma única verdade de moda e sim, várias verdades realidades, diversos vieses, inúmeros caminhos a serem trilhados, criando um leque de possibilidades.
O conceito de “tribos de moda”, apropriando-se do termo e a idéia das áreas da antropologia e da sociologia, foi uma característica marcante desse período, uma vez que inúmeros grupos, com identidades próprias, criaram a multiplicidade de opções. O que vale ser evidenciado neste estudo é que cada tribo se mantinha fiel ao seu próprio estilo, sem que houvesse um elo entre uma e outra; dessa forma, o termo “fidelidade ao estilo” tornou-se condição indispensável de pertencimento a um grupo específico.
Com esses referenciais, os punks continuaram com sua ideologia e visuais próprios ainda no começo dos anos de 1980. Surgiram os góticos que no Brasil eram denominados de “darks” (escuro, em inglês), trazendo à moda um aspecto de romantismo associado a aspectos religiosos e à questão existencial.
Também nos anos de 1980, criadores japoneses estabeleceram-se em Paris e influenciaram a moda com suas propostas de intelectualidade pela limpeza visual. Trouxeram à moda a filosofia zen que, nesse setor, assim como na música e na decoração, recebeu o nome de minimalismo. O primeiro dos japoneses que chegou a Paris (ainda no fim dos anos de 1960) foi Kenzo (nascido em 1939) que, na realidade, não foi nada minimalista. Todavia, os que vieram na seqüência, como Rei Kawakubo (nascida em 1943), Issey Miyake (nascida em 1938) e Yoji Yamamoto (nascido em 1943), esses sim trouxeram tal ideologia em suas criações. O slogan desse movimento, apropriado da área do design era “Less is More” (“Menos é mais”). Diziam em suas linguagens de moda o máximo com o mínimo possível nos cortes, nas cores e nos acabamentos em suas roupas. O preto e os então denominados “pretos coloridos” (marrom quase preto, marinho quase preto, cinza chumbo quase preto etc.) foram as cores preferidas pelo aspecto de sobriedade e austeridade de suas propostas. Um visual andrógino também era característica dessa tendência.
O que se pode perceber é que a cor preta nessa época de 1980 foi a grande identidade da moda, tendo sido introduzida pelos punks e absorvida em diversas outras manifestações como os góticos, os minimalistas e outros. Isso sem falar no caráter de que o preto emagrece as pessoas e também pela praticidade de não aparentar sujeira de fuligem, típica dos grandes centros urbanos. Daí o preto ter sido a cor símbolo da década.
Na mesma década, teve-se também um reflexo na moda vindo do mercado financeiro. Foi a moda nos “yuppies” (Young Urban Professional Persons, ou jovens profissionais urbanos). Esses jovens profissionais que estavam muito bem-posicionados financeiramente falando, tinham uma identidade particular ao se vestirem de maneira correta e “arrumadinha”, todavia, privilegiando o que era chique e sofisticado naquele momento. Roupas de linho ou crepe passaram a ser as preferidas pelos dois sexos, e estar sempre bem-vestido era indispensável, deixando claro em seus visuais uma excessiva preocupação de gastos em roupas e acessórios para refletir a boa condição econômica dos adeptos. O grande nome da moda que foi o ícone dos Yuppies veio da Itália: Giorgio Armani (nascido em 1934), que tornou-se sinônimo de elegância e refinamento principalmente na moda masculina.

Isso tudo também foi reflexo de um posicionamento feminino no mercado laboral, onde os direitos e as posições adquiridas faziam parte de todo um contexto social de trabalho. Daí, numa espécie de reflexo e imposição, uma das características da moda feminina ter sido o grande uso de ombreiras e, obviamente, o uso do tailleur. Verdadeira apropriação da identidade masculina. Eles, por sua vez, para não ficarem para trás, também adotaram os ombros acentuados, posicionando-se frente às mulheres e, cada vez mais, aquilo que fora a moda unissex caminhava para o aspecto de androginia, uma das identidades dos anos de 1980.
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(continuação)
Em oposição à moda minimalista dos japoneses em Paris os franceses adotaram a proposta da exuberância. No prêt-à-porter, ficou a cargo de Jean-Paul Gaultier, nascido em 1952, com suas inusitadas criações evidenciando a androginia, os aspectos étnicos e sempre ligando a moda ao comportamento jovem propriamente dito. Do outro lado, na alta-costura, a referência foi Christian Lacroix, nascido em 1951, com seus excessos em cores, estampas e volumes. Se os minimalistas priorizavam o “Less is more”, Lacroix, por sua vez, privilegiava o “More is more”, ou seja “Mais é mais’. Flores, listras, xadrezes e poás; rosa choque, laranja, amarelo e vermelho; babados e mais babados tornaram-se a identidade de moda desse francês vindo de Arles, no sul da França, com suas saias longas ou mesmo mini-saias com anáguas para aumentar consideravelmente o seu volume.
Os anos de 1980, como toda época, tiveram também seus avanços tecnológicos e modernidades. Nesse período verdadeiramente novo veio de fato da área têxtil, especialmente com as invenções da microfibra que, de tão fina e resistente que era, dava ao fio certas propriedades que, ao serem elaborados os tecidos, eles tornavam-se “leves como uma pluma e resistentes como ferro”. E, além disso tudo, traduziam em si a característica de não amarrotarem e, ao serem lavados, secarem num tempo muito reduzido comparado com os outros tecidos. Foi uma praticidade necessária às exigências da correria e falta de tempo tão comuns à época e ainda hoje.

Também nesse decênio, além da tecnologia têxtil, é importante lembrar que também foi o início da informatização para o setor da moda. Computadores com programas específicos de modelagem, estamparia e outros recursos passaram a fazer parte do dia-a-dia das confecções, acelerando a produção e dinamização de possibilidades no trabalho de moda.
Com essas inúmeras variações de moda, ainda teve-se uma outra maneira de criar, que foi aquela de inspiração no passado. Não se tratava de cópia ou reprodução da época mas sim, uma inspiração. Esse foi o caráter de releitura na moda, o que além de ter sido muito forte nos anos de 1980, continuou t ambém nos anos de 1990. Essa busca de características de outros momentos históricos de moda fez com que os brechós se tornassem verdadeiros focos de referência, tanto de pesquisa para criação em série como para o consumo pessoal, uma vez que ali não havia a possibilidade de encontrar peças iguais por serem de segunda mão o que, paradoxalmente à massificação, privilegiava a individualidade.
Dos Estados Unidos, vieram novas propostas, especialmente da moda jovem e de grande consumo. Ídolos musicais foram grandes formadores de opinião da identificação de moda jovem. Prince, Madonna e Michael Jackson deixaram suas contribuições na moda, não só norte-americana, como também na de todo o mundo.
Percebe-se que, nesses conturbados anos de 1980, uma palavra que também regeu a moda foi “individualismo” em alguns sentidos: de forma mais ampla como símbolo de pertencimento a um grupo específico ou também como um modo muito pessoal de vestir-se, criando normalmente uma maneira própria dentro de um estilo, a liberdade de expressão nesse período, paradoxalmente às “tendências” e à fidelidade visual como símbolo de pertencimento a uma tribo específica de moda.
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Idade Contemporânea
* Década de 1970
Os anos de 1970 começaram trazendo toda a referência da moda hippie que começara na segunda metade dos anos de 1960. Portanto, todo aquele visual característico desses jovens como a calça boca-de-sino, multiestampas, cabelos longos, batas indianas etc., ainda estavam em vigência da moda dos primeiros anos da década de 1970. Os negros, por sua vez, usavam o penteado “black-power”, super difundido pela militante negra norte-americana Ângela Davis, a partir de 1971, contra o racismo nos Estados Unidos.
A moda então havia se diversificado muito. Uma série de opções de estilos foram se tornando referências de moda, porém sempre prevalecendo o aspecto de jovialidade com características de praticidade e conforto relativos à sua época.
Uma dessas correntes, mais para o fim da década, se fez com as propostas do New Romantic. Essa tendência do novo romantismo privilegiava as estampas florais, acabamentos de renda, chapéus de palha e uma série de acessórios com ares românticos.
Paradoxalmente a essa tendência romântica, houve também aquela na qual a mulher queria se firmar como independente e trabalhadora, usando assim ternos, costumes ou mesmo a saia com casaco, numa nítida masculinização do visual.
O que foi muito usado, contudo, foram as calças compridas jeans que variavam desde bocas-de-sino no início do decênio, passando por cortes mais tradicionais e chegando no final da mesma década ao corte baggy e ao semi-baggy.

Um acontecimento grave nos anos de 1970 chegou a influenciar também a moda. Foi a crise do petróleo que estava atingindo o mundo inteiro. Devido a esse fato, surgiu uma preocupação muito grande na Europa, uma vez que a maioria de seus tecidos eram sintéticos, dependendo do petróleo como matéria prima. Então criou-se na França um comitê de estilo para direcionar as propostas de moda, onde todos trabalhariam com referências semelhantes em suas coleções têxteis, estabelecidas pelos seus membros, para que houvesse uma caminho mais certo e seguro a ser seguido. Foi assim criada, em meados dos anos de 1970, uma feira de moda têxtil a ser exibida em Paris com o nome de Première Vision (primeira visão), na qual os industriais têxteis exporiam seus lançamentos. Ainda hoje, a Première Vision é a principal feira de lançamentos de moda do mundo, acontecendo duas vezes ao ano, nos meses de março e outubro para os lançamentos das propostas de primavera-verão e outono-inverno, respectivamente.
Praticamente ao mesmo tempo foi amplamente difundido, inicialmente na França e depois para o restante do mundo, os bureaux de style, que haviam surgido na segunda metade do século XX. Seria uma espécie de escritório de moda onde, por meio de estudos preliminares e tendências mercadológicas, proporiam sugestões para a moda seja feminina, masculina e/ou infantil. O principal bureau de style, e que ainda existe, foi o Promostyl.
Em meados do decênio, surgiu uma proposta muito excêntrica para a moda jovem associada aos grupos musicais em alta, em que a palavra de ordem era o “glamour”. Daí surgiu o movimento glam também chamado de “glitter”. Influenciados pelo visual de líderes musicais do movimento “glam rock”, como Bryan Ferry and Roxy Music, David Bowie, Rod Stewart, Marc Bolan e Elton John, jovens aderiram ao visual de muito brilho e mais ainda de excentricidade exagerada. Uma das maiores identidades dessa moda foi a bota de cano alto e salto plataforma tremendamente popularizada.
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(continuação)
Em meados desses mesmos anos de 1970 surgiu em Londres, por volta de 1974-1975, um movimento de jovens estudantes desempregados com o lema “No Future” (Nenhum Futuro) com o qual queriam agredir e denunciar a sociedade da época por meio do seu visual totalmente inusitado e transgressor: foram os “punks”. O look adotado por eles foi o das roupas rasgadas, jaquetas de couro preto, botas surradas e muito detalhe de material metálico como rebites, tachas e correntes, além de excessivos brincos e alfinetes.

Vivienne Westwood, uma estilista já renomada, acabou intelectualizando o movimento e criando roupas para esses jovens contestadores que cresceram em número de adeptos ao estilo. Vivienne Westwood é considerada na moda como a “mãe dos punks” e ainda hoje é uma das estilistas inglesas de maior prestígio mundial .
A moda norte-americana teve a influencia de dois grandes estilistas: Calvin Klein e Ralph Lauren. Estes passaram a ser as novas referências da moda norte-americana com suas propostas práticas, versáteis e descontraídas.
A moda, por sua própria natureza, precisa sempre se fazer diferente e elitizada. Surgiu assim, no fim da década, uma nova proposta que criava uma diferenciação social por meio das roupas. Foi o conceito de “griffe” que em francês significa “garra” e que é exatamente essa a idéia, ou seja, deixar a garra de um criador ou de uma marca na peça de quem a usa. Os grandes estilistas internacionais e até mesmo os nacionais aderiram a essa idéias de uma moda mais acessível, porém assinada e com estilo, quando se envergava grandes etiquetas externamente nas roupas, exibindo nomes como Pierre Cardin e Fiorucci e no Brasil, uma marca que muito se destacou foi a Dijon de Humberto Saad, no Rio de Janeiro.
No fim da mesma década, como uma continuidade da moda glam, houve uma moda associada à febre das discotecas, onde a idéia de brilho nas roupas prevalecia juntamente com roupas práticas para dançar e a enorme profusão do uso de cores vivas.
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Idade Contemporânea
* Década de 1960
Os anos de 1960 são marcados por inúmeras mudanças e, conseqüentemente, várias adaptações aos novos tempos. De um modo geral, alguns fatos marcaram esses anos nos quais a juventude se manifestou e se impôs. Foi também o período da conquista espacial: no início da década, astronautas soviéticos voaram para o espaço e no fim do mesmo decênio astronautas norte-americanos pisaram no solo lunar. O mundo espantou-se e encantou-se. Parecia que o futuro era ali e naquele exato momento. A Guerra do Vietnã, por sua vez, fazia-se presente; conflitos raciais nos Estados Unidos também fizeram história; rebeliões estudantis eclodiram em todo o mundo e, com isso, a década foi estruturando-se. Não se pode negar que todos esses acontecimentos citados, além de outros, acabaram influenciando a moda desse período tão significativo e importante para a História do século XX.
A ordem do período era a jovialidade e, na moda, os adolescentes do início da década era aqueles bebês que tinham nascido no pós-Segunda Guerra (o fenômeno do "baby-boom") e que, no fim desta década de 1960 já eram jovens-adultos.
A moda ganhou algumas identidades com relação aos países de sua origem: a francesa sendo um pouco mais sofisticada ao passo que a norte-americana e a inglesa, com maiores semelhanças, sendo mais contestadoras.
De Paris veio a influência de grandes estilistas como André Courrèges (nascido em 1936) e Paco Rabanne (nascido em 1934). O prêt-à-porter já estava mais do que definido e assimilado e a indústria da moda muito bem-estabelecida. A busca pela novidade era frenética e mal se lançava uma idéia para que todos logo aceitassem. As butiques, cada vez em maior número, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, estavam tornando as idéias mais acessíveis financeiramente. Sem dúvida, foi o grande momento de consolidação do prêt-à-porter na moda.
O jeans não pode ser esquecido como a grande afirmação da moda jovem, não só em seus modelos tradicionais como também nos novos, com inúmeras intervenções modernas à sua época.
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(continuação)
Com relação aos nomes de moda citados, podemos considerar André Courrèges um dos mais importantes com os seus mini-vestidos e mini-saias, dando à moda o aspecto de dinamismo e modernidade que tanto se exigia neste período, além das suas calças compridas. Pierre Cardin também revolucionou com seus cortes e formas impecáveis em seus looks espaciais de muita inspiração nos aspectos de futuro, em que macacões de malha, calças mais justas e o uso do zíper passavam essa idéia de futuro. Yves Saint-Laurent, que havia lançado em 1958 a linha trapézio, agora, nos anos de 1960, abriu sua própria maison com idéias também inovadoras em suas criações, especialmente o tubinho com desenhos do pintor Mondrian e, no fim da década lançou para as mulheres o conjunto de calça comprida e paletó. Paco Rabanne, outro nome de extrema importância, foi mais inusitado ainda ao trocar o tecido, a linha e a agulha por placas de metal, arame e alicate, sendo carinhosamente chamado por Chanel de "o metalúrgico". Suas inconfundíveis propostas fizeram escola e influenciaram a moda por todo o mundo. De fato, a idéia de futuro foi aspecto generalizado.

Da Inglaterra, a influência veio especialmente de Marry Quant (modelo e mais tarde estilista), que difundiu a mini-saia e a meia-calça com o próprio uso e a sua loja "Barzaar" instalada em King´s Road. De Londres, também veio a moda jovem da butique "Biba" de Bárbara Hulanicki, que muito influenciou e, como não pode deixar de ser citado, os Beatles, que também ditaram moda com seus terninhos, cabelos "tijelinha" e modelos coloridos. Com a consolidação da moda hippie e sua associação com a filosofia oriental hindu, eles adotaram, após terem ido à Índia, um visual com características indianas e ajudaram a difundir esse aspecto na moda jovem.

Da Itália, a grande referência foi Emilia Pucci, que além de trabalhar as formas mais justas em tubinhos, "body-suits" e meias, deixou sua identidade maior na estamparia geométrica curvilínea ultracolorida, sendo admirado e copiado no mundo todo.
O aspecto do psicodelismo mediante materiais novos como o plástico e o acrílico, além das estampas multicolores, fez-se presente tanto nas artes gráficas como na moda.

Os movimentos da Pop Art e da Op Art contribuíram para a ornamentação das roupas na estamparia. A Pop Art privilegiava rostos famosos, produtos de consumo popular, histórias em quadrinhos etc., em interpretações dos trabalhos de Andy Warhol (1930-1987) e Roy Lichtenstein (nascido em 1923); e a Op Art evidenciava os efeitos óticos geométricos, fossem coloridos ou preto e branco, de Victor Vasarely.

Dos Estados Unidos, o visual de contestação dos jovens manifestou-se em uma espécie de popularização na maneira de se vestir, isto é, adotando até mesmo um aspecto mais pobre, especialmente os estudantes. A rebeldia foi a ordem da época e a semelhança das roupas impedia classificar as pessoas em diferentes classes sociais. Esses jovens se rebelavam contra a vida de seus respectivos pais, contestando-os e agredindo-os com um visual inusitado. Eram os hippies que se posicionavam por meio de suas roupas despreocupadas, desleixadas, com detalhes artesanais, patchwork (retalhos de tecidos costurados), bordados, aplicações e bijuterias populares, além das saias longas de crepe indiano para as mulheres e a calça "boca-de-sino" ou "pata-de-elefante" para ambos os sexos. Cabelos longos e despenteados também foram usados tanto por homens quanto por mulheres.

A onda da moda norte-americana estava de fato desencadeada e impossibilitada de ser freada, delineando toda uma atitude para modos e modas do início dos anos de 1970.
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Idade Contemporânea
* Década de 1950

Os aspectos de moda que marcaram os anos de 1950 já haviam sido defendidos com o New Look de Dior de 1947. A moda dessa década foi de extrema sofisticação. Muito luxo e muito glamour marcaram esse período dos “anos dourados” quando a alta-costura teve seus momentos de grande esplendor.
Paris continuava ditando as regras da moda feminina. A capital francesa, ainda em fins dos anos de 1940, voltou a receber a clientela de alta-costura que havia deixado de viajar à Europa devido à Segunda Guerra Mundial, e agora, nos anos de 1950, já restabelecera de fato seu posto. Mesmo sendo o epicentro, Paris já estava também dividindo espaço de moda com a Inglaterra e, principalmente, com os Estados Unidos, que já tinham suas indústrias de moda, tornando-se cada vez mais independentes e com uma linguagem própria para suas respectivas realidades.
O New Look de Dior desencadeou todo o padrão estético dos anos de 1950, no qual a cintura marcada com saias rodadas passaram a ser o verdadeiro gosto daquele momento. Como complemento, os sapatos eram os scarpins de salto alto e bico fino, os chapéus tiveram suas abas aumentadas e o uso de bijuteria fina, imitando jóias, tornou-se um hábito. Forrar o sapato com o mesmo tecido do vestido ou mesmo orná-lo com os mesmos bordados e/ou materiais também utilizados na sua elaboração era o que havia de extremo bom gosto. As luvas eram um complemento indispensável para a toalete feminina, até mesmo para o dia quando eram curtinhas, chegando até os punhos.
Dior continuou a reinar na moda francesa e novos padrões foram por ele lançados seguindo sempre o aspecto de luxo e glamour, resgatando a feminilidade perdida nos anos de guerra.
A moda masculina teve uma certa característica revival ao lembrar as roupas dos homens do princípio do século XX, utilizando-se de paletós compridos, calças mais justas e até mesmo o chapéu coco. Mas, o que de fato os homens usaram foram os ternos sóbrios, com o complemento da gravata.
Em se tratando da moda dos anos de 1950, não se pode deixar de mencionar o começo da influência americana na Europa e também da moda jovem, agora adquirindo características próprias.
O estilo feminino americano da década de 1950 era aquele de uma mulher ligada à vida família, porém com requinte. Até mesmo a televisão começou, nessa época, a influenciar a moda, sendo as atrizes muito copiadas.
Foi também nessa mesma década que os jovens norte-americanos começaram a buscar uma identidade própria para sua moda, associando-a a determinados comportamentos. Cardigãs de malha, saias rodadas, sapatos baixos, meias soquetes e rabo-de-cavalo faziam a linha college. As calças compridas cigarretes, justas e curtas à altura das canelas, usadas com sapatilhas, foram muito populares entre as jovens. Para os rapazes mais ousados, ou melhor, para os rebeldes, a calça jeans com a barra virada e a camiseta de malha compunham o visual. Essa rebeldia veio por influência do cinema por meio de ídolos como James Dean e Marlon Brando e também da música, ou melhor, do rock n´roll de Elvis Presley. Cabelos com brilhantina, topetes e costeletas faziam parte do visual dos rapazes jovens.
As t-shirts, ou seja, as camisetas de malha, tornaram-se grande moda após os citados ídolos do cinema terem-nas usado nas telas como roupa externa propriamente dita e não mais como roupa de baixo. A idéia de moda agora era o despojamento.
A indústria do prêt-à-porter tornou-se cada vez mais significativa, especialmente por influência norte-americana, e o sports-wear se popularizava cada vez mais.
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